Perguntas sempre foram uma coisa que por experiência própria sempre causaram certo incômodo para a pessoa que vai responder.
Quando ainda um pequeno birrentinho eu era profissa neste quesito. deixava meu pai sempre maluco, e as perguntas mais sem pé nem cabeça faziam sentido no meu universo inconstructo. Um belo modelo para exemplificar foi o fatídico dia em que passei em frente a uma oficina e meu pai do assento do motorista me chamou a atenção:
- Olha Cesar, tem um fusca em cima dessa oficina.
- Pai, porque que ele pois um fusca em cima da oficina, como ele pois lá?
- Ah eu não sei. Porque sim!!!
Não que meu pai fosse rude ou algo do gênero. mas eu sempre fui muito Zequinha e Augusto Cury que me corrija, acredito que isso já acionava um gatilho da memória no meu pai. Ele sempre foi muito prático, e com sinceridade, as respostas não me seriam úteis, porém alimentariam uma curiosidade investigativa.
Acontece que esses "porque sims" sempre foram como martelos chocando-se contra a minha ingenuidade, nunca via mal nas perguntas, mas via nas respostas.
Essa semana ainda, me vi na situação oposta, e não tinha noção de como era chato uma pessoa fazendo perguntas incessantes sem uma linha de raciocínio tangível. Acabei me descontrolando e respondendo de maneira estúpida quando não aguentava mais.
O fato é, sei que aos poucos venho enfrentando fantasmas do passado e muitas vezes vestindo a pele do demônio, o que acaba me fazendo por compreendê-lo, e afasta o medo. Uma verdade sem data para ser desmentida é o fato de sermos egoístas, se você se colocar no lugar da pessoa que te ofendeu, ou você for a pessoa que ofendeu, pode ter certeza que não irá se culpar, você irá compreender. então use o egoísmo a seu favor. afinal de contas ele está aí, porque não usar?
Falei certo Jesus?
\bom dia. Zen Pir

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